| Conheça
a
Literatura de
Cordel Literatura popular, impressa em forma de versos,
apresentada em pequenos folhetos que trazem histórias fantásticas saídas da
imaginação dos seus criadores ("A Mãe que Xingou o Filho no Ventre e ele Nasceu
com Chifre e com Rabo") ou relatam tragédias ("As Enchentes no Brasil no Ano
74"), fatos históricos ("A Guerra de Canudos") etc.
Os folhetos são livrinhos de 4 por 6 polegadas, impressos
em papel barato e geralmente têm a capa ilustrada por uma xilogravura. Por muito
tempo, esses folhetos foram a única fonte de informação e divertimento da
população mais pobre do Nordeste e ainda hoje eles são encontrados em
feiras-livres e mercados populares.
O termo Literatura de Cordel deve-se ao fato de que os
folhetos ficavam expostos à venda pendurados num barbante (cordão, cordel). A
origem do folheto de Cordel, segundo Luís da Câmara Cascudo, deve-se à
iniciativa dos cantadores de viola em imprimir e vender a sua poesia e à
"adaptação à poesia das histórias em prosa que vieram de Portugal e da Espanha".
Em Portugal, o folheto era conhecido por "Literatura de
Cego", devido a uma lei promulgada por Dom João VI que limitava a sua venda à
Irmandade do Menino Jesus dos Homens Cegos de Lisboa.
O folheto em Portugal era escrito em forma de prosa. Ao
chegar ao Brasil, passou a ser escrito em sextilhas de versos de sete sílabas. O
primeiro brasileiro a publicar um romance de Cordel foi, provavelmente, Sílvio
Pirauá (1848/1913), famoso cantador de viola paraibano.
Os poetas populares do Nordeste dividem a Literatura de
Cordel em dois tipos: Romance (ficção) e Folheto de Época (narrativa de
fatos).
fonte: http://www.pousadapeter.com.br |