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 de Tere Penhabe
Casamento é desgraceira que pega desprevenido a mulher vira
toupeira irmã gêmea do marido.
Quem acha bom tá passado da loucura
faz é tempo se existe praga de padre o seu nome é casamento.
É como
chuva de pedra que destrói tudo que vê desde o amor que se tinha à
paixão que ainda se tem.
Valia do casamento é rebento que
aparece fora isso é só tormento prova dura a quem merece.
Até quem
se fez ouvir "quem tá fora quer entrar quem tá dentro quer sair" tá
difícil de encontrar.
Eu escutei uma prosa que casamento é
descuido eu que nunca fui medrosa chamo mesmo é de
castigo.
Desse descuido escabroso já provei mais de uma vez e o
que tu chamas "descuido" eu chamo de insensatez!
Se o problema fosse
dar eu não tinha nada contra mas se o problema é casar essa ninguém
mais me apronta.
Eu subo na ribanceira pulo direto no chão mas eu
de casamenteira nem a mando de Lampião.
Se um dia foi loteria é
fácil de esclarecer virou criminologia desde o tempo do
PC.
Antigamente era o homem que corria desse feito hoje a mulher
corre mais pois aprendeu o defeito.
Abono um ditado antigo esse
touro eu pego à unha se casamento fosse bom não precisava
testemunha.
Eu sei que estão pensando que eu sou cobra
mal-matada uma sargenta da gestapo ou uma feiosa mal amada.
Mas
estão a se enganar isso foi só brincadeira não há nada mais gostoso que
um cobertor-de-orelha.
Como disse o poetinha assino embaixo no
escrito "_Quantas vezes vou casar? quantas vezes for preciso."
É
bicho do qual não corro esse tal de casamento se ele morre e eu não
morro não me culpem do tormento.
Sei que ele é mal falado mas eu
não digo o pior se dormir sozinha é bom em dois é muito
melhor!
Tere
Penhabe Santos, 01/11/2006

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