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de Tere Penhabe
Esta já é uma história que me benzo ao começar é história de
arrepiar sem nenhum riso nem glória não consiste em vitória da vida
foi um lamento quiçá meu maior tormento escrita com sangue e dor de
alguém que era meu amor me marcou seu sofrimento.
Teve a sua hora
torta numa tarde de domingo quase na hora do bingo já havia baixado a
porta a lida estava morta lá no Empório Brasil onde a vida por um
fio não acabou pra nós dois nesse dia e também depois que a vida é um
leito de rio.
Veio o Seu João Mendonça co'aquela prosa comprida de
estar difícil a vida que lá na água da Onça quebrara a geringonça que
era seu ganha pão trator de segunda mão enfim, o que ele queria mas que
não me convencia era passar um problemão.
Trouxe a égua com
fobia pra ofertar ao falecido por sua conta vencida que mais negócio
seria perdoar tal mixaria se uma bola de cristal que eu sei que não é
normal mostrasse quanta sangria que o tal negócio faria em nossa vida
afinal.
E chegado o mês de agosto teve seus dias marcados de nós
dois o triste fado que nos deu tanto desgosto tirou a alegria do
rosto quando se deu o tal fato o acidente malfadado por conta de
teimosia da égua ele cairia vi nosso sonho rasgado.
Deitado na
ribanceira aquela égua o deixou por pouco não o aleijou inda me dá
tremedeira lembrando a desgraceira que na vida se abateu a esperança
que morreu vendo-o ali desmaiado meu marido tão amado junto ao sonho
dele e meu.
Completamente perdida sem saber como fazer o seu corpo
eu esmurrei gritei que voltasse à vida que não fugisse da lida. Disse
mais tarde o doutor quando explicou tal teor que foi naquele momento de
horror e sofrimento que para a vida voltou.
Muito tempo passou
mal antes de poder andar quando pode, foi buscar notícias do
animal. Mas o golpe foi brutal: no lugar da sua morte quem tivera menos
sorte fora a égua e o caseiro mortos no mesmo terreiro onde ele fora
tão forte.
Vi-o cair em desatino tentou, não compreendeu que teia
sua vida teceu pra turvar o seu destino... foi peão desde menino. Nunca
voltou ao normal pois não achava casual tudo que lhe aconteceu e porque
sobreviveu achava paradoxal.
Por isso conto a história ele já
encontrou a morte pois foi pouca a sua sorte terminou a trajetória mas
chegou até a vitória. Seguindo no meu caminho veio a ser um
peregrino. Pensei tê-lo libertado não quis ficar ao meu lado ninguém
foge do destino.
Tere
Penhabe Santos, 22/04/2006_6:00 hs

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