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de Tere Penhabe
Vem chegano na cidade decerto até no sertão esse tempo de gastura gela
dos pé inté as mão a gente procura borso bate cos dedo no osso e acaba
sem solução.
Vai chegano de mansinho com jeito de vim ficá a
maledeta sodadi de quem foi pra num vortá resorvê num resorvia mas era
tanta a folia frio danava a desgarrá.
Eu falo do falicido que já
mi dexa mintí valia pruma cuberta num tempo desse daqui na verdade num
cubria mais o calor eu sintia de tomá ela pra mim.
Naquilo varava
a noite toma lá me dê pra cá rabugento e saliente num gosto nem de
alembrá eu cheguei sinceramente a rezá de traiz pra frente reza que me
feiz casá.
Num é que o santo iscutô? Vivia os piôio a coçá que ele
foi o responsáve um jeito havia de dá fez o acerto na marreta deu ao
finado a perneta que acabô de lhe matá.
Eu saí da história
ilesa sem pecado pra pagá co’as mias cuberta de vorta sem ninguém pra
me tomá inda fiquei com o troco vizinho forte e maroto que acabei por
namorá.
Nenhum santo poderia melhor negócio ajeitá esse é o fim
dos garanhão que tão sempre a galinhá paga a conta, doa o troco quando
se vê no sufoco num dá tempo de vortá.
Mas essa baita sodadi num
tenho como evitá tudo começa bonito depois dana a desandá a paxão tem
validade quem pensá em eternidade vai sê um pega pra capá.
Eu
tenho cá um parpite pra quem quisé utilizá casamento e
promissória pricisa de renová nos dois de prazo vincido pra mulher e
pro marido é dose pra se aguentá.
Tere
Penhabe Santos, 23/05/2006_2:00 hs

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