de Tere Penhabe

 

Antigamente a mulher
envelhecia depressa
só dos vinte aos trinta
a vida era boa à beça
ao chegar nos quarenta
engatava marcha lenta
ninguém mais tinha pressa.

Mas hoje tudo mudou
o tempo virou do avesso
elas fazem bem mais tarde
o que faziam no começo
desvirtuaram o ditado
come a carne no passado
no presente não tem osso.

Fui no domingo passado
numa festa de arromba
onde um casal enlaçado
mostrou o lado que tomba
a velhice quando chega
cai de moda vira brega
prossegue a noche de ronda!

Marido Luiz deu a festa
onde mereceu brilhar
a Guilhermina exultante
 sessenta a comemorar
sem querer puxar o saco
pareceu o ano velhaco
de quarenta não passar.

Confesso fiquei feliz
se lá eu puder chegar
que seja também assim
com beleza a esbanjar
alegria e disposição
faz bater o coração
até de quem está a olhar.

Em nossa mesa farta
reinou sempre o bom humor
eu e Cici convertidas
pra missionárias do amor
pois não vimos que no balde
cerveja fazia alarde
Ah meu Deus Nosso Senhor!

Que há mal que vem pra bem
a gente sabe e conhece
nos portamos como damas
nem sempre a gente parece
Marcial em compensação
com Neidinha de plantão
tomou todas que merece.

Nossa outra amiguinha
Sapeka, nem reclamou
entre um quitute e outro
com a Guida conversou
Tullipa não apareceu
que será que aconteceu
bem que a gente lhe esperou.

Foi uma tarde gostosa
onde reinou a alegria
além dos comes e bebes
teve também poesia
declaração declamada
pelo esposo e sua amada
que causou arritmia.

Não posso me esquecer
das filhas da Guilhermina
atentas e bem dispostas
iguais à mãe, que é fina
o prazer foi redobrado
sendo a gente bem tratado
com direito a lembrancinha.

Reverencio com prazer
uma senhora elegante
que alegra nossas festas
sua presença marcante
mãe da Gui e nossa amiga
sempre terna e tão querida
presença gratificante.

Por aqui vou terminando
trabalho que deu prazer
falar dos sessenta anos
dessa mulher pra valer
que merece o meu louvor
com carinho e com amor
Gui Oliva, esta é você!

 

Tere Penhabe
Santos, 09/03/2007

 

 

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