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 de Tere Penhabe
Era uma vez um planeta criado com muito amor matéria prima das boas por
Deus, o nosso Senhor. Terá ele se arrependido vendo tudo sucumbido sem
crença, fé ou amor? Ao homem que ele deu olhos não enxerga, apenas
vê finge de desentendido quando há tanto pra fazer planta os sonhos em
versos de tipos os mais diversos entretanto ele não crê. Vive
batendo no peito dizendo tudo poder mas traz os ouvidos moucos só quer
ter mas nunca ser um palmo além do umbigo nem ele nem eu
consigo decifrar o que acontecer. Das palavras faz chibata sem ter
qualquer compaixão atreve-se a poetar pra magoar um irmão sem entender
que a boca não é para coisa pouca deve expor o coração. As dores
da própria pele recusa sem hesitar não sente nenhum remorso se as
dores for provocar. Que diabo de ser humano é esse feito de pano que
não foi Deus a criar? Se lhe amarga o paladar enche o ar de
palavrão mas serve, o mascarado muito fel ao seu irmão de onde pensa
que veio esse misto de aperreio sem alma nem coração? Vem com boa
pontaria eu sei, muita explicação dirão que isso é balela eu vim foi
duma explosão pois que seja assim vá lá eu quero é ver explicar quem é
que armou o alçapão. Porque mais dia menos dia não vai ter um pra
contar donde eu vim pr'onde eu fui a ninguém vai interessar seja o
fogo, a água ou o ar que os três virão a faltar que tonto vai
duvidar?
Tere
Penhabe Santos, 10/04/2006

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