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Meu amor!
Nunca pensei que meu coração
fosse tão grande! Só descobri agora, quando vi alojada dentro dele, a montanha
de saudades, que eu sinto de você. Eu fico olhando o mar, e penso que aquelas
ondas enormes, se parecem com a minha saudade... que vem vindo, se avolumando
cada vez mais, e quando a gente pensa que elas vão explodir o mundo, de repente
param... e suavemente deitam-se na praia, gemendo. Eu lembro do seu
sorriso... ele me lembra a gaivota, que esteve aqui, tão perto de mim, ao
alcance da minha mão, e hoje é um pontinho no horizonte, quase se apagando nos
olhos e na lembrança. Lembro das suas mãos, que um dia eu retive entre as
minhas, das quais pude sentir o calor e a suavidade, e como se fossem o vento de
outono, foram embora para longe, deixando-me apenas o desejo incontrolável de
retê-las para sempre. Suas palavras doces passeiam no meu pensamento, como se
fossem nuvens, que vão se desvanecendo lentamente, sem no entanto cairem no
esquecimento. Até mesmo das suas palavras rudes eu me lembro, quando se
despedia de mim com sarcasmo, sem me dar tempo de lhe responder, e me ocorre que
elas foram como a chama, que se aproximou perigosamente da minha pele, sem no
entanto queimar, apenas emanando o gostoso calor da provocação. E hoje...
tudo é saudade! Que se agiganta dentro de mim a cada minuto, sem eu saber se
amanhã ou depois, vai se deitar suavemente sobre a vida, como as ondas se deitam
na praia. Se um dia eu tiver novamente o seu rosto em minhas mãos... se eu
puder olhar nesses olhos maravilhosos que um dia eu olhei... eu acho que poderei
descobrir a cor da saudade, e contarei ao mundo a minha descoberta. Vem
amor... dê-me a chance de satisfazer a curiosidade do
mundo!
Beijos... Beijos...
Beijos...
Carinhosamente,
Eu.
Tere Penhabe Itanhaém,
16/07/2003
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