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Milhões
de
Cafajestes
no
Mundo de
Tere
Penhabe
O assunto do momento é esse: um pobre cafajeste foi
denunciado, ou "semi-denunciado", digamos assim, pois não deram nome ao supra
citado. Por que "pobre cafajeste"? Eu explico. Porque está servindo de
bode expiatório, para acobertar os outros milhões de cafajestes do mundo.
Eu sempre digo que não gosto de escrever sobre temas em evidência,
principalmente quando se trata da morte de alguém, porque a conotação é de
morbidez, "urubus na carniça", algo assim, mas o nosso cafajeste está vivo,
então, que seja. Deve estar de olhos arregalados, meio assustado, desligando
o msn mais cedo, mas vivo. Pegaram tanto no pé do infeliz que ele quase caiu
do muro, enquanto do outro lado desse mesmo muro, até os piores do que ele, se
arvoraram em acusá-lo. E os inocentes também, é claro. Fogueira já! Ao
calabouço com ele! Expulsem-no do templo sagrado da hipocrisia! Mas... e os
outros? Os outros tantos cafajestes da rede e do mundo, continuarão posando
de bons moços? Continuarão fazendo efusivas declarações de amor em prol da
declaração de renda própria, para quatro, cinco e até mais mulheres ao mesmo
tempo, até que uma "caia na rede"? Não, minha gente, isso não é correto. A
justiça não pode ter tantos pesos, tantas medidas assim. A justiça tem que
partir das mulheres. Sejamos mais inteligentes, menos idiotas. Não nos
submetamos a tanta humilhação por tão pouco. Amar não é humilhante. Mas ser
usada por um homem, sim! Porém, fazer amor é ser usada? Não, claro que não!
A menos que a mulher fosse de isopor. Fazer amor podia significar usar a
mulher, no tempo das nossas tataravós, porque no tempo da minha avó, já não era
mais, que ela me dava ótimos conselhos sobre o tema. Ser usada é se deixar
enganar, fazer vista grossa e ouvidos moucos para evidências que demonstram que
alguém está querendo levar vantagem (e levando) relacionando-se com você.
Ser usada é
fingir que não percebe que o seu relacionamento, não é um caminhar em via de mão
dupla, como tem que ser o amor ou algo similar, desde que seja pautado em
respeito e consideração. Ser usada é afirmar uma coisa, enquanto toda a rede
afirma outra, sobre o seu relacionamento. Estou sendo dura demais? Sim, eu
sei que estou. Mas é o que estamos vendo aqui na rede, e no mundo real
também, cada vez mais: mulheres que se submetem sem constrangimentos, à
credulidade, à falsa ingenuidade, levadas talvez pelo excesso de vaidade, ou
pela evasão do amor-próprio mesmo, e depois, quando não dá mais para tapar o sol
com a peneira, amparam-se no escudo da carência. Estão comprando gato por
lebre... Minha saudosa vozinha já dizia isso, o que significa que o cafajeste da
berlinda não é nada original, e nem os outros. Vamos então esmiuçar essa tal
de carência... que diabo é isso? Perguntemos ao "pai dos burros":
Carência: falta, ausência, privação necessidade, precisão
Período entre o recebimento de um empréstimo ou financiamento e o início de
sua amortização:
Caramba! Tirando a última definição, do empréstimo, que
graças a Deus não tenho mais, se considerarmos o resto relacionado-os com
carinho, companhia, atenção, sexo... to enquadrada! Tenho tudo isso sem tirar
nem por... e daí? Eu não posso deixar de me amar só porque estou carente.
Existem muitas formas de cafajestagem. Nem sempre é essa do cidadão que quer
"tirar uma casquinha" e dar no pé. E já que a moça disse que a tarde foi
inesquecível, a essa cafajestagem eu chamaria de "santa". Por que não?
Existem piores! Muito piores! Existem os que querem "se arrumar" na vida.
Já tive o desprazer de conhecer alguns, não pensem que não! É preciso
atualizar os ditos populares: "de poeta, idiota e louco, todos temos um pouco".
O problema é
que, no caso da idiotice, não devemos deixar que passe de pouco. Um pouco é até
bom, divertido, mas daí a se deixar levar fingindo não perceber que a história
já virou lenda? É burrice. E um dos cafajestes que conheci era o que eu
chamo de "tudibom" ! Loiro, porte razoavelmente atlético, massa muscular
aprazível, (Uns bíceps que... ai meus saissss! ) olhos verdes... do jeitinho que
eu peço todo ano ao Papai Noel e o velho encardido não me traz. Minha filha,
quando o viu pela janela, ficou sem fôlego. E daí? Reservo-me o direito de
lhes poupar dos detalhes sórdidos, mas ao fim de uma hora de conversa, acreditar
que ele realmente estava interessado em mim, seria uma danosa utopia. Não,
meus amigos, eu me amo demais pra isso! Gente! Cafajestes, têm muito mais do
que ratos no mundo! Não vamos colocar um na cadeira elétrica virtual, para
que todos os outros se empanturrem nos "banquetes femininos" que vemos por aqui.
Sejamos mais coerentes, mais realistas. Milagres não existem. Os homens
e mulheres se relacionam, dão certo ou não.
Mas a partir do
momento que o relacionamento apresenta uma falha, algo que foge ao normal ou
fica parecendo com milagre, parem! Não deu prejuízo? Enfia-se o rabo entre
as pernas e parte pra outro. Deu prejuízo? Faça valer os seus direitos,
cobre judicialmente, sei lá. Claro que isso é válido para homens e mulheres,
porque pobre de quem pensar, que cafajestagem é prioridade masculina. Agora,
acreditar em declaração de amor virtual?... Por favor, vamos ser
coerentes! Ninguém no mundo, que possa ser considerado normal,
pode dizer que uma pessoa está falando a verdade, sem ter visto o brilho do
olhar, sem ter sentido suas energias, seu cheiro, seu contato, mãos, pele...
Isso, quando alguém realmente FALA, porque a maioria dos casos, são mulheres
e homens que se auto candidatam à musas ou estros inspiradores, "vestindo os
versos", supostamente feitos para eles... santa ingenuidade! Ah tá, eu vivo
fazendo declarações de amor nas minhas poesias, é isso? Amor de poesia...
esse, meus amigos, "são outros quinhentos contos", como dizia minha vozinha
também. Para algum suposto estro inspirador que eu tenha, me transformar em
tapete ou espanador, demora um pouco mais. E podem me acusar de insensível,
grosseira, desvairada, estúpida, do que quiserem, eu entendo e até aceito, mas
por favor, não venham querer me convencer que existe UM cafajeste na rede,
apenas. Até pra mim, que sou poeticamente romântica, é demais.
Tere
Penhabe Santos, 29/08/2008

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CHORO Nº 1 Heitor Villa-Lobos
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