de Tere Penhabe

 

A pipa azul bordeja o céu de março.
Inspira-me cansaço.
O meu olhar cavalga no seu voo,
feito da amarga despedida
exposta na canção que entoo...

 

Que doce ela jamais poderá ser!
Porém não precisava doer tanto...
Roubar da alma o pequeno acalanto,
que durou tantos anos!

 

E nova pipa eu vejo emparelhar,
com aquela antiga, azul da cor de amar.
Esta é vermelha, da cor da paixão,
o tom que sempre ilude e faz doer...

 

E o céu de março continua azul,
Com nuvens brancas e descabeladas...
Aponta alguém que não tem mais estradas,
pois já percorreu todas...

 

E se sobrou, foi nada mais que uma,
essa que aborta no meu coração,
todo o vazio de quem não tem mais nada.

 

E eu sigo a caminhar...
sempre teimosamente!
Querendo ver o céu de abril chegar...

 

 Tere Penhabe
Santos, 12/03/2009

 

 

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Midi: Águas de março
Compositor: Antonio Carlos Jobim
Intérprete: Elis Regina

 

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