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de
Tere Penhabe
Às vezes eu me sinto perdida... Tudo parece isolado demais... silencioso
demais... e eu fico sem saber, o que fazer. Na verdade, sei de tudo...
mas não posso nada, e a minha alegria apagada, não consegue
existir.
Nesses momentos, preciso do meu amante. Chego à janela para
ver como ele está, e está sempre deslumbrante!
Não é tão claro quanto
imaginava, mas é tão atraente! Deitando-se na areia, preguiçoso, como um
gigante, amoroso, forte, não há visão que melhor me transporte, para além
de mim...
E de longe, ele me sorri. Convida-me para estar com
ele. Posso pressentir o seu abraço, no meu corpo, pedaço por
pedaço, envolvendo-me como louco, docemente selvagem, atrevido, sonoro e
rouco... como o murmúrio de um amante... Por isso não hesito em
confessar, quanto é bom poder viver em plenitude, esse santo pecado de
amar... o mar!
Tere
Penhabe Santos, 02/10/2009

 ©
Copyright 2009 por Terezinha A.
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Midi: A dor a mais Compositor
e Intérprete: Francis Hime e Vinicius de Moraes
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