de Tere Penhabe

 

Como será, daqui por diante,
tua vida insípida de insatisfeito contumaz,
sempre a voares, indócil e arrogante
nas asas dos sonhos alheios?

 Emprestando a sede,
para seduzir a fonte,
procurando nela, o horizonte,
porque não tens coragem de buscar?

 E agora?

 Como serão tuas noites,
vazias e frias,
sem meu carinho e aconchego,
cheias de pesadelos e medos?

 Como será... teu segredo devassado,
estampado nas janelas da vida,
servindo de pilhéria divertida,
sem ter a mim, para te consolar?

 E agora... Que és o bobo da corte,
será que vais preferir a morte?
Que a tua covardia te conforte...
Para seguires em frente,
melhor não olhares para trás...

 E se acaso não sabes:
- Não há nada na vida,
que um dia não se acabe,
por mais venerado que seja,
por mais ansiado e sonhado!

 Pois até mesmo a vida,
mais dia menos dia,
é esperança perdida...

 E agora?

 

Tere Penhabe
Santos, 25/07/2009

 

 

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Midi: Olhos nos olhos
Composição: Chico Buarque de Hollanda
Interpretação: Maria Bethânia

 

 

 

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