
 de
Tere
Penhabe
Quando ainda somos jovens, a olhar pela janela, ouvimos os
passarinhos, e a paisagem é uma aquarela.
Nossos sonhos
coloridos, vão tingindo as esperanças, verde, amarelo, vermelho... São
tantas cores... são tantas!
Num dia mais arrojado, no peito assaz
revoltado, o preto vem tomar conta. E na funesta tintura, fica pintada
a amargura, de pequena ou grande monta.
Com o tempo (Santo
remédio!) o negrume se dissipa. Vai-se embora a dor, o tédio, e o suave
cinza se instala.
A velhice vem chegando... Lentamente para
alguns, e para outros nem tanto. Envoltos no intenso branco, do tempo
que tanto faz, porque tudo o que se quer, é nada mais que ter
paz...
E o branco então se espalha, cada vez mais, mais e
mais!
Mas fica sempre a saudade, daquela rica aquarela, do tempo da
mocidade!
Tere
Penhabe Santos,
24/06/2009

 ©
Copyright 2009 por Terezinha A.
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pode ser utilizado sem permissão do autor.
Midi: Paisagem da
Janela Compositores:
Fernando
Brant
e
Lô
Borges Intérprete:
Beto
Guedes
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