de Tere Penhabe

 

A poesia está morrendo em mim,
porque calado está meu coração.
O tempo agoniza e ninguém mais precisa,
dessas pobres rimas sem paixão.
Você ficou com tudo na partilha,
não me deixou sequer inspiração...

Se alguém anseia por meus tristes ais,
(Que por certo já não satisfaz)
Tem que esperar chegar
um novo amor para encantar,
porque esse já não dá mais show,
sequer balada ou samba ele há de dar,
faz tempo que morreu, que acabou.

Você foi egoísta. Eu, pessimista.
Baixamos as cortinas sem razão,
agora é tarde, que adianta alarde?
A casa está vazia,
nada foi como a gente queria,
e acabou até a esperança
e a ilusão...

Chore por aí quanto quiser,
eu não quero saber , cansei de duetar,
parceira como eu você jamais vai encontrar!
Chega de humilhação, de mendigar...
A vida com você ou sem você já tanto faz.
Adeus, até breve ou até nunca mais,
eu vou em frente sem querer, sem precisar,
porque o meu show tem que continuar!

               

              Tere Penhabe
              Santos, 13/10/2008

 

 

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Midi: Lesões Corporais
Compositor: Gilson e Joran
Intérprete: Emílio Santiago

 

 

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