|
 de
Tere Penhabe
Doce mar, que eu amo tanto e me faz bem... Leva-me em tuas ondas, algum
dia. Quero encontrar, quem sabe, essa magia, que já estou tão cansada de
buscar... Bem além do horizonte hei de chegar, do teu regaço quero ser
refém.
De amor e fé farei minha bagagem, e não porei tristezas,
desventuras, tampouco as muitas dores e amarguras, que tanto já colhi por
vida afora, eu tenho que partir, quero ir embora, não posso mais viver só
de miragem.
Preciso deslizar suavemente, nessa esperança que julguei
perdida, que ainda ronda a minha triste vida, teimosamente, pronta a
renascer... Por isso eu quero e sei que pode ser: - Deitar-me num abraço
comovente. -
Ter um olhar que seja meu, sem medo, e que mergulhe
docemente em mim, sem desejar saber quando é o fim, não faça profecias a
respeito, apenas retribua, do meu jeito, o amor que seja mais que um
arremedo.
Veremos todo dia, o sol nascer, nesse aconchego que tanto
sonhei, sem nunca duvidar que eu encontrei, o diamante que joguei ao
mar, num tempo que não gosto de lembrar, pai dos enganos, quem me fez
sofrer.
E à noite, quando a lua clarear, emprestarei do céu, alguma
estrela, sempre a maior, de todas, a mais bela, para ofertar com divinal
ternura, a quem vier comigo na aventura, desses segredos todos
partilhar.
Será talvez, apenas utopia? Um desengano a mais na
coleção, que tanto castigou meu coração, sempre fiel à tal
credulidade? Mas sabe oh Mar, a tal felicidade, estava certa que um dia a
teria...
Se nalgum tempo já passou por mim, sem nada me dizer, sem me
avisar, teria sido justo me enganar? Então se sonho errado
novamente, seja comigo, Mar, benevolente, Deixa, pois, que eu me engane
até o fim.

 ©
Copyright 2009 por Terezinha A.
Penhabe® Santos . SP - Brasil Todos os direitos reservados ®. Não
pode ser utilizado sem permissão do autor.
Midi: Nós e o Mar Compositor:
Roberto
Menescal e Ronaldo Bôscoli Intérprete: Maysa
|