Ontem ainda...
de Tere Penhabe

 

Ontem ainda... eu era tão feliz!
Vivia, no meu sonho de aprendiz
tanta emoção desconhecida!

Ontem ainda... brinquei de namorar
deixei meu coração voar
solto na vida, como aquele menino
com estilingue a atirar sem tino
quebrando as vidraças do lugar...

Ontem ainda... parecia tão real
o que antes foi sempre tão banal
de repente me envolveu e eu quis
dizer ao mundo o quanto era feliz!
E eu quase consegui...

Mas uma nuvem negra veio vindo
o meu céu de brigadeiro foi cobrindo
enquanto eu lia aquela crueldade...
Como pode?  Oh céus, quanta maldade!
Ah, como eu quis poder fugir de mim!

Ontem ainda... mais tarde... eu morri.
Mais um pouquinho, só mais um pouquinho.
Na dor cruel da incompreensão
do descaso e falta de atenção
que atribuíram a mim...

Cometi loucuras, mas não perdi meu tempo.
Porque nunca é perdido amar demais,
deixar o que passou lá para trás,
não ficar parado, ultrajado,
com dores que não existem mais...

Ontem ainda... eu fui muito feliz!
Hoje não sou. Mas amanhã virá
 é um novo dia que há de chegar
e das migalhas que ele me deixou
um outro sonho eu vou poder sonhar!

Mas esquecer...
não é possível agora, afinal...
ontem ainda...
seu rico verso me fez tanto mal!

 

Santos, 24/09/2007

 

 

 

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midi: Hier Encore (Ontem Ainda)
compositor: Charles Aznavour
intérprete: Charles Aznavour

 

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