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Louca...Eu?
Imagine!
de Tere Penhabe
Pode até parecer loucura... sei que amor e loucura andam juntos; parceiros
de caminhadas, de longas jornadas, desbravam o mundo de mãos dadas sem
medo e sem desejar elucidar razão.
Nesse mistério, quero estar
sempre fazer parte incontestável desses seres deliciosamente
desequilibrados! Mas... louca... eu? Imagine!? Eu só estou
apaixonada!
E dessa estranha loucura quero sorver em doses
fartas enquanto houver um sopro de vida em mim eu seguirei pelo caminho...
assim exatamente assim!
Amando aqui... amando ali perdendo ou
ganhando, mas sem desistir! Porque eu me recuso a ser triste como aqueles
que nunca amaram como esses seres estranhos, que dessa estranha loucura
não provaram.
Mas louca nunca fui, nunca serei! No máximo, "ser
poeta"... admitirei. Porque sou a quietude das tardes amenas a brisa
intempestiva, quase sempre tão serena porém, inesperada, como as coisas
amadas.
Sou a paisagem da janela, uma aquarela de verdes, azuis e
amarelos, ousados que encantam a memória e o momento sagrado em que eu te
conheci... realmente! Para ver, precisa bem mais do que olhar... agora eu
sei.
Amanhã? Amanhã não existe. A vida é um mapa sobre a mesa, dedo em
riste apontando momentos mágicos que vivemos, antes de dizerem que
enlouquecemos!
Dane-se o mundo! Dane-se a loucura! Importa é a ventura
que eu vivi que não durou mais do que um segundo, mas vi na palma da mão,
girando... o mundo!
Amar é assim.
Enlouquecer... eu não
sei. Ou sei?
Tere
Penhabe
Santos,
09/09/2007
Veja
a versão em Espanhol

 ©
Copyright 2008 por Terezinha A.
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pode ser utilizado sem permissão do autor.
midi: Estranha
Loucura compositor:
Michael Sullian e Paulo Massadas intérprete: Alcione
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