de Tere Penhabe

 

O homem triste passa novamente,
Como a empurrar a vida na calçada,
Tem um sorriso e olhar indiferente,
Mas dentro d'alma já não tem mais nada.

Quando o vejo passar tão tristemente,
Penso que tem a vida embriagada,
Às vezes dá um aceno levemente,
Como quem sente a mão muito cansada.

Olhar parado de quem já viu tudo,
De quem não ousa ter curiosidade,
Parece até que o seu destino é mudo...

Será que tem no peito uma saudade?
Será que tem um amor igual ao meu?
Parece tão mais triste do que eu!...

Tere Penhabe
Santos, 20/03/2008

 

 

 

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