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de Tere Penhabe
Sou a paz que habita alguns seres a procura, a ventura, a luz mesmo
podendo escolher meu caminho sou dos pássaros feridos, o ninho. Vento
que toca a lágrima no rosto é o carinho inventado por mim onda do mar,
buscando o amor, sou eu O sol ao nascer, é de mim um rompante. Sou a
homenagem de Deus para alguns resquício de amor desse mundo imundo aragem
fresca que banha as planícies árvores fortes, crescidas na encosta
rude. Eu sou a luta, sou a vida e sou a morte serei sempre a
parceira de um forte. sonhar incessante, almejado, querido razão
constante de não sei quantas vidas. Sou a amiga que empresta o colo
macio na tarde dolente, de mágoas e alma carente a esperança no leito de
um rio fluente que corre na vida dos que têm poder. Sou esquecimento,
lembrança, saudade sou abandono e o arrependimento tardio sou a luz de um
outro caminho que se abre na vida de quem procura a verdade. Sou o
afeto sublime para doar a quem merece carícia morna, às vezes sou uma
prece dos sábios que sabem sondar minha alma sou a vertiginosa escalada
que muito enobrece. E sou também, em maior número talvez, a
dor ilusão perdida, encantos de uma vida partida mas se tiver a
sensibilidade que os poetas têm Pode me ter somente o lado bom, nunca o
desdém. E posso ser, por amor, jamais por gratidão, mulher parceira
conivente de um momento de delírios vivos que lhe tira o saber em troca do
prazer, e o enlouquece na divisão mais sábia que Deus inventou: o ato de
amor! Sou tudo isso e muito mais, se você quiser... porque eu sou
MULHER! Tere
Penhabe
Itanhaém,
04/03/2004_05:06hs

 ©
Copyright 2008 por Terezinha A.
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midi: Essa
Mulher compositores:
Ana Terra e Joyce intérprete:
Elis Regina
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