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de Tere Penhabe
Você cobrou de mim, o que eu não tinha. Essa vaidade que entorpece a
alma a exposição do corpo, ostensiva disse que eu tinha que ser
sensual...
Obedeci meu amo, com prazer! Deixei-me violentar pelo
desejo, amarrotei minh'alma no despejo onde ela sufocou e quis
gritar...
Sob olhos de cobiça, eu fui em frente sem perceber, que
displicentemente perdia o que eu tinha de mais rico: toda a pureza que eu
quis lhe dar...
Agora você vem... pedindo o quê? Que eu modere o meu
entusiasmo? Que não me sirva de tanto sarcasmo? Quer ver-me ingênua, como
antigamente?
É tarde, meu senhor... sinto informar! Pureza é coisa que
não se refaz... Se quer mesmo saber, você jamais em tempo algum, irá me
completar!
Mostrou-me o que eu não via, nem queria no intuito de me
expor, com seu orgulho. Agora minha alma o repudia... não é mais meu amor,
só um entulho.
Segue buscando a perfeição que almeja... pois para mim,
passou a ser ninguém. Mas tente se lembrar dessa lição:
- O que
procura, o que espera encontrar... é imprescindível que tenha também!
TerePenhabe
Santos,
29/10/2007_14:03 hs
Veja
a versão em Espanhol

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