de Tere Penhabe

 

Em outro bar, em outra noite de luar
vejo no espelho, meu sorriso apagado
a fumaça do cigarro a ofuscar
a tristeza que sobrou como legado.

Houve sonhos nesse olhar sem esperança
no brinde para saudar a vida a dois
mas o tempo, esse carrasco da bonança,
quando acordei, era tarde, ele se foi.

A noite morre, não morre a minha sede
também o sono, já devia ter chegado
como quando ressonávamos na rede.

Ou no chalé, ouvindo a chuva no telhado
com o fogo crepitando na lareira
como pôde, não durar a vida inteira?

 

Tere Penhabe
Santos, 15/08/2007

 

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