de Tere Penhabe

 

De outro ângulo, em paz, vejo o mar.
Lembro saudosa, do desejo incontido de amar!
Não que ele tenha morrido... eu morreria junto,
mas essa porta nunca foi aberta, eu presumo...

Por tantas vezes, julguei ouvir o ruído...
das dobradiças enferrujadas pelas dores.
Foram tantos enganos, tantas mentiras sem sentido...
Compreendi que a vida me dará tudo, menos amores.

Quatro anos depois... sigo compreendendo cada vez mais.
Nem todos os seres humanos, merecem essa dádiva:
_ ora de ser amado; outras vezes, tanto quanto, de amar._
Alguns têm medo... outros simplesmente não a sabem cultivar.

Porém, essa porta mágica do nosso coração,
não está sempre fechada; decifrei o dilema.
Entram por ela, passarinho, borboleta, amigo...
esse ser estranhamente tão querido!

Quando vejo no mar, pela janela, um olhar que existiu,
percebendo que não sustentou o meu, fugiu...
outras ondas trazem milhões de olhares, sorridentes
e juntos podemos abraçar o mundo, contentes!

Que mais eu posso querer,
para ser feliz?

 

Tere Penhabe
Santos, 08/10/2007

 

 

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