de Tere Penhabe

 

Mãos... que eu nunca apertei
mãos que eu não conheci
que teceu versos sem fim
e a quase todos eu li...
 
Mãos que nunca me acenaram
que não se distanciaram
pois não estiveram em mim.
Mãos que admiro demais...
 
Mãos que da minha cobiça
fazem o alvo certeiro
mãos que desequilibram
o meu eu mais verdadeiro...
 
Mãos que eu vejo, que até sinto
que a simples visão me causa
a insensatez do absinto.
Acho que me apaixonei...
 
Por tuas mãos... que não beijei!
Como não beijei teus olhos
teu rosto, o teu sorriso...
Oh, céus, o que eu preciso?!
 
Para morrer sossegada
nas ondas do mar levada
ficando numa saudade
de um dia, depois mais nada...
 
Preciso de mais um pouco
só um pouquinho, talvez...
dessa mágica lembrança
de tão grande insensatez...
 
que eu vivi algum dia...
e jamais eu negarei!


Tere Penhabe
Santos, 20/09/2007

 

 

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