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 de
Tere
Penhabe
Perguntaram do meu estilo eu respondi que não sei como pode ter
estilo os sentimentos de alguém? Tem dias que é cor-de-rosa outros
dias é azul às vezes eu falo em prosa outras vezes só resmungo. Eu
gosto das minhas trovas e também gosto dos duos gosto de falar de
amor relembrando os meus triunfos. Sou a ira dos poetas dos
cantores sou a birra eles vagam pelo espaço vendo os horrores que eu
faço. Mas se pensarmos melhor que seria de Drummond se lhe
exigissem estilo? E do pobre do Camões? De Vinicius já nem
falo deixaria o Tom sem som. José, seria o Drummond e Camões, só Os
Lusíadas? Não lhe partiria a alma gentil e teríamos que passar sem
ter o fogo que arde sem se ver? Ah! Como seria triste estilo
haver. Pessoa foi mais esperto, decerto a cada poema, fez o próprio
poeta será que sabia que um dia estilo, alguém lhe pediria? E eu,
oxalá conseguisse escrever mais que tagarelice em qual estilo eu
poderia falar da vida e da sua mesmice? Mas sem falar de
amor jamais eu poderia viver e deixar o mar sem versos as pedras sem
adereços. Que triste seria não ter a lenda do lobo para eu
ler lembrando meu amigo distante que um dia foi meu amante, sem
ser. Ah...deixa estar, não quero nem saber aos poemas responderei,
sem me exceder só quero falar, dizer, cantar sem estilo e sem
magoar... Pode ser?
Tere
Penhabe Itanhaém, 22/04/2004_22:07 hs

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