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de
Tere
Penhabe
Nossa casinha ficou muito triste desde que você partiu... Continuei
regando as plantas todo dia podando o galho atrevido que crescia em frente
à nossa janela...
De vez em quando eu fazia a vistoria passeava pelo
quintal, procurando um sinal algo que pudesse desgotar-lhe queria que a
encontrasse como antes quando voltasse...
Mas você não
voltou... quebrou sua promessa mais uma vez você sempre sofreu dessa
insensatez: prometer mais do que podia cumprir! Por isso eu tive que
abandoná-la...
De madrugada, eu me despedi ouvindo o mar cantando como
antes aquelas canções tão exuberantes que nos envolvia durante o nosso
amor ah!... foi tão grande a minha dor!
E sequer pude chorar, nem um
pouquinho... O que diriam aqueles homens, o meu vizinho se soubessem que
eu estava tão triste assim... logo eu, que bato no peito dizendo que sou
forte que não temo nada, nem a morte...
Chorar por um amor que
partiu, me abandonou que a todo meu carinho, não deu o menor valor... Não!
Eu tive que engolir as lágrimas que desceram machucando a alma e
coração mas eu parti... supostamente forte como eu sempre quis!
Tere
Penhabe
Santos, 10/04/2007

 ©
Copyright 2007 por Terezinha A.
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