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(*) de
Tere Penhabe
A chuva cai no litoral, banhando a praia nesse misto encantador de garoa e
maresia! Mas a minha dor insiste, teimosa, atrevida como se não soubesse
que ainda existia...
Olho pela janela, surpresa com tantas outras que
passam pelas avenidas e vielas, dores sem fim se pudesse, acolheria todas
para mim... teria apenas um coração partido, puído, cansado...
Mas
não posso, porque seria monopolizar o anjo que vem chegando devagar, mas
sempre contente com seu jeito suave, da alma extraindo magia vai
enfeitando a dor da gente...
E ela já não dói tanto, depois desse
bálsamo do pano de fundo que encobre as feridas da música linda que
enfeita tanto a vida a gente sai cantando na chuva, que também é
linda!
São muitos os anjos, são muitas as dores mas também a alegria
se faz repentina na mão que se estende, acolhendo poemas em flores
transforma, as dores sentidas...
Sem eles que triste seriam as
dores e a poesia!...
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(*)
Para meus queridos amigos, formatadores
de poesias, em especial ao JU_FRIEND, que me inspirou esse
texto...
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Tere
Penhabe Santos, 08/02/2007

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