de Tere Penhabe

 

Deveria ser um pleito
pautado em muito respeito
sem as promessas vazias
a que ninguém tem direito.
 
Um ato de consciência
altamente avaliado
pesando os prós e os contras
de todos os candidatos.
 
Nem precisava discurso
muito menos na TV
registraria em cartório
os seus planos de governo.
 
Entretanto o que se vê:
só um teatro mambembe
velório da honestidade
intrigante e impertinente.
 
Onde os palhaços maiores
ficam do lado de fora
pra fazer a sua parte
esperando a sua hora.
 
Discutindo entre si
em pares ou em turmas
ansiosos pelo dia
de ir defecar na urna.
 
Que aliás o modernismo
nos deu uma latrina gótica
a antiga gruta do alívio
agora é em fibra óptica.
 
O sonho de cidadania
pelo qual tanto lutamos
veio, porém pelo avesso
pesadelo é o que temos.
 
Entre Nhô Ruim e Nhô Pior
alguns ainda se atropelam
acham que levam o melhor
levam os que nada fizeram.
 
O pesadelo sempre continua
dia e noite, noite e dia
entre impostos e amargura
privatizações, cuecas e folia.
 
Ao eleitor sobra a ira
ranger de dentes total
seja qual for o seu gesto
pagar por ele é fatal...
 
Aguentar os quatro anos
amargando o resultado
que seja ele qual for
será sempre malfadado.
 

Tere Penhabe
Santos, 08/10/2004_16:24 hs

 

 

Menu de Poesias

Principal

Assinar o Livro de Visitas

 


© Copyright 2006
por Terezinha A. Penhabe®
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.
Não pode ser utilizado sem permissão do autor.
  

 

 

    

Poesias:

   A B C D E F G I J L M N O P Q R S T U V