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 de Tere Penhabe
Deveria ser um pleito pautado em muito respeito sem as promessas
vazias a que ninguém tem direito. Um ato de consciência altamente
avaliado pesando os prós e os contras de todos os candidatos. Nem
precisava discurso muito menos na TV registraria em cartório os seus
planos de governo. Entretanto o que se vê: só um teatro
mambembe velório da honestidade intrigante e impertinente. Onde os
palhaços maiores ficam do lado de fora pra fazer a sua parte esperando
a sua hora. Discutindo entre si em pares ou em turmas ansiosos
pelo dia de ir defecar na urna. Que aliás o modernismo nos deu uma
latrina gótica a antiga gruta do alívio agora é em fibra óptica. O
sonho de cidadania pelo qual tanto lutamos veio, porém pelo
avesso pesadelo é o que temos. Entre Nhô Ruim e Nhô Pior alguns
ainda se atropelam acham que levam o melhor levam os que nada
fizeram. O pesadelo sempre continua dia e noite, noite e dia entre
impostos e amargura privatizações, cuecas e folia. Ao eleitor sobra a
ira ranger de dentes total seja qual for o seu gesto pagar por ele é
fatal... Aguentar os quatro anos amargando o resultado que seja
ele qual for será sempre malfadado.
Tere
Penhabe Santos, 08/10/2004_16:24 hs

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