de Tere Penhabe

 

Com quantas se faz uma vida
algumas de luar
outras tão desenxabidas...

Noites de choro, sem lágrimas
dores que não se conhece
chora-se e dizem que é manha
na verdade é por ter febre.

Noites fazendo lição
sonhando com o amanhã
sentindo o cheiro de doce
que fazia a nossa mãe...

Noites lindas, de quermesse
correio-elegante, paixão
noites tão misteriosas
tão repletas de ilusão...

Noites de sonhos partidos
lágrimas cobrindo as faces
ódio mortal e inibido
precisando ser vencido...

Noites cansadas, pesadas
final de dias terríveis
suor brotando no rosto
esperanças perecíveis...

Noites de glória e troféus
conquistas tão almejadas
a valsa foi tão pequena
por noite tão esperada...

Assim seguiram as noites
pela vida afora e em frente
nem sempre foram borboletas
nem sempre foram serpentes.

 

Tere Penhabe
Santos, 04/05/2005_11:57 hs

 

 

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