|
|

de Tere Penhabe
Não se entristeça, meu amigo escuta o que lhe digo: procelas vem e vão
pela nossa vida provocam estragos alarmantes deixam-nos sem guarida mas
o coração, esse teimoso incorrigível continua a bater e a esperar de nós a
poesia da alma, seu combustível que não nos deixa morrer tão
só...
Perdi um grande amor para a sereia por tanto tempo dividiu
comigo a bateia assolados pelo vento ou pelo sol forte sempre pensei irmos
juntos até à morte e no entanto... numa manhã de sol, com o mar em
festa com pássaros chegando sorridentes lá da serra eu me vi sozinha, sem
uma ilusão que fosse ele partiu de repente, acabou-se...
Minha única
vingança, consolo até foi ver que não abandonou apenas a mim pois todas as
noites, tão escuras e vazias ouço ao longe, à beira mar, fora da aldeia o
canto abandonado da sereia...
Tere
Penhabe Santos, 24/01/2006_19:00 hs

 ©
Copyright 2006 por Terezinha A.
Penhabe® Santos . SP - Brasil Todos os direitos reservados ®. Não
pode ser utilizado sem permissão do autor.
|