de Tere Penhabe

 

Não se entristeça, meu amigo
escuta o que lhe digo:
procelas vem e vão pela nossa vida
provocam estragos alarmantes
deixam-nos sem guarida
mas o coração, esse teimoso incorrigível
continua a bater e a esperar de nós
a poesia da alma, seu combustível
que não nos deixa morrer
tão só...

Perdi um grande amor para a sereia
por tanto tempo dividiu comigo a bateia
assolados pelo vento ou pelo sol forte
sempre pensei irmos juntos até à morte
e no entanto...
numa manhã de sol, com o mar em festa
com pássaros chegando sorridentes lá da serra
eu me vi sozinha, sem uma ilusão que fosse
ele partiu de repente, acabou-se...

Minha única vingança, consolo até
foi ver que não abandonou apenas a mim
pois todas as noites, tão escuras e vazias
ouço ao longe, à beira mar, fora da aldeia
o canto abandonado da sereia...

 

Tere Penhabe
Santos, 24/01/2006_19:00 hs

 

 

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