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de Tere Penhabe
Era manhã de domingo... A nuvem branca de crianças felizes que se
acotovelavam nos bancos da igreja cantavam alegres e desafinadas Hino de
louvor a Maria, ensaiado tantas vezes... mas você não estava
lá...
Alguns anos se passaram novamente eu me vi no meio de gente
feliz cujos pais assistiam emocionados a entrega do pseudo-diploma de
colegial parecíamos doutores em nossas roupas engomadas alguns sorrisos,
algumas lágrimas... mas você não estava lá também...
Eu segui em
frente, às vezes contente outras vezes não, faltava-me algo ao
coração pessoas se empenhavam em me compensar da ausência que me doía
tanto porque sempre, em todo lugar você não estava lá...
Fui o
orgulho da minha mãe naquele clube era a formatura, dessa vez de
verdade eu terminara a faculdade, e tão feliz desfilei meu vestido
alugado, bem cortado parecia uma rainha com meu cetro de ouro maciço mas
perdi um convite mandando a você, porque... você não estava lá...
Eu
ia me casar... e dessa vez esperei ansiosamente, alegre e contente você
disse que sim, que faria esse carinho pra mim... não deu pra confiar, arrumei
outro pai para o seu lugar e foi sorte, porque eu me odiaria até a
morte se mais uma vez, tivesse me deixado enganar, porque... você não
estava lá...
Mas mesmo assim, pai eu fui ter com você um dia
emprestei-lhe o meu ombro onde você chorou... logo eu que chorei
tantas vezes sem ter o seu ombro não escondo, foi triste meu
pai...
Mas agora eu sei onde você está Deus o levou... não guardo
mágoa ou rancor mas por favor, pai... não me peça pra lhe ter
amor!
Tere
Penhabe Santos, 15/07/2006_01:30 hs

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