de Tere Penhabe

Grades
que a vida põe na nossa frente
na nossa mente, freqüentemente
à revelia, não justifica
tampouco explica.
 
Ocultam o sol
murcham as flores, provocam dores
que matam os sonhos
que queimam a relva do coração
e sufocam.
 
Grades
Dos dias tristes, cheio de lágrimas
de pensamentos sonâmbulos
longa cauda branca e um altar
a nos torturar.
 
E o condenado de braço dado
com a vida fria, segue no labirinto
alma cansada, dias sem magia
não faz sentido.
 
Grades
que derrubei quase sem querer
 mas do flagrante, eu escapei.
A pena leve
que eu pudesse dever
fui perdoada
agora eu sei.
  
Grades... grades... grades...
O mundo está cheio.

 

Tere Penhabe
Itanhaém, 08/02/2004_10:40hs

 

 

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