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"João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria
que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém." Carlos
Drummond de Andrade
Ah
poeta, como percebeste bem o que acontece nessa grande messe de corações
caçadores e carentes buscando incansáveis o amor que lhes cabe...
Não
imaginas a verdade que continha nessas tuas ingênuas linhas que traçaram
esse poema intenso com tudo que eu vivi, que hoje eu penso.
Fui amada
por João de tão meigo coração que me estendeu seu doce sentimento e
mesmo assim, obriguei-o à desilusão...
Enquanto isso, amei José homem
bom, cheio de fé um verso do poema da vida que infelizmente não me
quer...
E agora José?...
Agora não vou para o convento pois já
não há mais tempo também é tarde pra chorar as lágrimas, eu esqueci como
se faz...
Tampouco ficarei para tia pois abriguei amores
pequeninos de laços que não sobreviveram meus doces e saudosos
meninos...
Então agora, enquanto espero a minha hora eu viverei para o
meu grande sonho que era contar histórias e espero ter alguém para
ouvi-las...
Tere Penhabe Santos, 19/01/2006_9:00 hs

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