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Nascentes da serra que descem sonolentas serpenteando
entre as montanhas banhando esperanças multicoloridas que jazem
escondidas em forma de madressilvas. Aquecem-se nos rigores do
sol envolvem carinhosamente as pedras num abraço de paz na terra e seu
canto é suave embalar para almas que se perdem na procura da sua própria
nascente. Não desafiam obstáculos ao contrário, sabiamente os
contorna e seguem seu canto, rumo ao sopé da serra. Onde se estendem
mansas e poderosas em leitos de rios que a vida precisa e mais à frente,
em festa pomposa prorrompem-se em cascatas espalhando seu canto como
um manto santo a envolver as flores da mata...
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Nota
da autora: À minha querida amiga Graça Ribeiro
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Tere
Penhabe Santos,
09/11/2005_8:50 hs

 ©
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