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A água do rio é doce só até chegar no mar pois quer queira ou não
queira ele sempre há de chegar. E ele vem petulante certo de que irá
adoçar com sua mansidão de longe toda a violência do mar. Ao perceber
seu engano se enfurece e quer voltar mas é sempre muito tarde a
pororoca se dá. O mar, em contradição abre os braços e o recebe no
melhor do coração como o amor que lhe apetece. Nessa suave união corpos
se banham felizes sentindo o sal do mar e a mansidão do aprendiz. Que
sem ter pra onde ir aceita seu novo destino vai entrando com carinho no
gigante tão humilde. Essa magia tão bela que ao rio, o mar
aquartela vale a pena conhecer. Sentir na alma e na pele a carícia
inconfundível de águas doces que se salgam deixando então de ser
rios.
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Nota
da autora: inspirado no poema Água doce, de Astrid Cabral |
Tere
Penhabe Santos, 28/08/2005

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