|
Ele era um homem bonito pelos ideais que nutria pela sua carência
menina que revertia em versos. Tinha cabelos ao vento nos seus
desenhos brilhava a coerência verso e reverso da moeda. Criador!
Forte! vencedor. Mas a chuva caiu de granizo o revestiu do gelo saiu
ferido. Nem tão ferido assim adormecido talvez que não viu a
lama não a sentiu na pele. Seu rosto enrijeceu-se. Junto com ele,
a alma. Do coração nem se fala o pobre embruteceu. E o homem
bonito morreu. Em seu lugar, atrevido surgiu um velho banido da beleza
do mundo. Que em vez de flores defendeu as cores que escurecem no
vento e se tornam lamento. Tarde demais, ele descobriu que para
longe o mar partiu e o porto ficou às moscas sem nau e sem
mar. Sem condições de navegar. Parece absurdo, eu sei mas foi
assim, bem assim a história do meu rei...
Tere Penhabe Itanhaém, 17/05/2004_22:43

 ©
Copyright 2005 por Terezinha A.
Penhabe® Santos . SP - Brasil Todos os direitos reservados ®. Não
pode ser utilizado sem permissão do autor.
|