Ele era um homem bonito
pelos ideais que nutria
pela sua carência menina
que revertia em versos.
 
Tinha cabelos ao vento
nos seus desenhos
brilhava a coerência
verso e reverso da moeda.
 
Criador! Forte! vencedor.
Mas a chuva caiu
de granizo o revestiu
do gelo saiu ferido.
 
Nem tão ferido assim
adormecido talvez
que não viu a lama
não a sentiu na pele.
 
Seu rosto enrijeceu-se.
Junto com ele, a alma.
Do coração nem se fala
o pobre embruteceu.
 
E o homem bonito morreu.
Em seu lugar, atrevido
surgiu um velho banido
da beleza do mundo.
 
Que em vez de flores
defendeu as cores
que escurecem no vento
e se tornam lamento.
 
Tarde demais, ele descobriu
que para longe o mar partiu
e o porto ficou às moscas
sem nau e sem mar.
 
Sem condições de navegar.
Parece absurdo, eu sei
mas foi assim, bem assim
a história do meu rei...

 

Tere Penhabe
Itanhaém, 17/05/2004_22:43

 

 

 

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