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Sou uma estrela do mar que um dia foi do céu não
estou mais a brilhar mas não é este o meu lugar.
Quando me vi
ensopada lá no fundo triste e escuro sem brilhar e sem mais nada para
mim foi o fim do mundo.
Do mesmo jeito que aqui os anjos vêm
ajudar no fundo do mar também estão a nos amparar.
E um deles
sorridente foi chegando displicente segurando minhas mãos a lenda veio
contar.
Disse-me enternecido: - Sei que gostavas do céu de piscar
e de brilhar mas poderá um dia voltar.
De alegria eu sorri feliz e
o sorriso sempre dá jeito meu anjo, que era um aprendiz pôs-se a contar-me
o meu pleito.
Você não veio do céu de livre e espontânea vontade e
nem vai ficar ao léu por toda a eternidade.
O que sofreu foi um
castigo que é dado a todas as estrelas que cobiçam os parceiros das
estrelas companheiras.
Sei que você não é má foi apenas um
descuido mas estava a desejar um amor que é proibido.
Agora tem
que esperar o seu próprio amor chegar porque é a única maneira de poder
ao céu voltar.
Meu rosto banhado em pranto sufocava entre as
algas e um peixinho cor-de-rosa acariciava-me a alma.
Outros menos
coloridos devagar se aproximavam queriam me ajudar mas nenhum pode me
amar.
Por isso eu peço agora aos que estão a me ler se o seu
coração é livre por favor, venha me ver.
Eu estou aqui nas
pedras não mais no fundo do mar as ondas mantém-me viva mas eu vivo a
chorar.
Tudo porque desejei ter alguém para me amar e agora o que
eu preciso é ver esse alguém chegar.
Tenho séculos à frente mas
não agüento aguardar a minha alma é transbordante de tanto amor para
dar.
Posso lhe esperar?
Tere Penhabe Itanhaém, 19/02/2004_9:50hs

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