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Passarinho do sertão lá da barranca do rio por
favor, ache o caminho desse meu esconderijo.
Sinto falta de
você daquele nosso rincão seu biquinho na janela a comer farelos de
pão.
Queria ouvir seu cantar quando o dia amanhecer assim nunca
mais teria motivo de entristecer.
Eu a viver tão sozinha e você
sem companhia venha me ver passarinho nem que seja por um dia.
O
que vai encontrar aqui você não conhece aí eu troquei o meu jardim pelo
ar da maresia.
Volte depois para as matas bebendo água em
cascatas perseguindo as borboletas por essas serras douradas.
Eu
ficarei com a saudade passeando nos meus dias pulando as ondas do
mar cheia de riso e alegria.
Depois de estar aqui do seu cantar me
mostrar sei que não esquecerá o que seu olhar verá.
Esse horizonte
vermelho que se deita sobre o mar bem se parece o amante na amada a se
deitar.
Essas conchinhas travessas nossos pés a bolinar são os
dedos de um menino que nos convida a brincar.
As pedras no pé da
serra tantos anos a suportar o açoite dessas ondas sem ao menos
reclamar.
O barquinho em alto mar parece estar logo ali mas por
mais que eu o espere nunca chegou até mim.
Vem passarinho,
aprender esse canto aqui do mar quando voltar ao sertão alegria vai
levar...
Tere
Penhabe Itanhaém, 07/05/2004_9:33 hs

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