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Vendo o poeta a tecer sua história invejo-lhe as nuances que ela tem ao escrever o meu final com glória tudo que resta é terra de ninguém. Longas planícies a deitar na aurora nuvens difusas a pintar meu dia uma cascata do meu ser de outrora me abraça forte e não vê rebeldia. Porém o vento, meu grande inimigo estraga o feito, tira-lhe os efeitos e eu fico muda sem razão, sentido deito na praia à mercê do sol... Vejo o azul que mencionou o poeta mas não sustenta a mim e à poesia que busca sempre em cada por do sol o que só encontra se amanhece o dia.
Tere Penhabe
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