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Quanta saudade eu detenho no rincão lá da
memória da minha infância vivida na Fazenda Santa Aurora. Parceira
da passarada o terror das borboletas pelas manhãs orvalhadas eu
assistia às colheitas. Minha única tarefa por ser de todos,
caçula era carregar o almoço amarrado numa mula. E como se ela
quisesse a minha felicidade atravessava a pastagem deixando-me em
liberdade. Na mata eu me embrenhava conversar com os
passarinhos contando a eles o sonho que eu tinha de ser
menino. Inda que eu viva 100 anos do meu mar criando a
lenda jamais eu me esquecerei da infância lá na fazenda.
Tere Penhabe Santos,
24/09/2004

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