Quanta saudade eu detenho
no rincão lá da memória
da minha infância vivida
na Fazenda Santa Aurora.
 
Parceira da passarada
o terror das borboletas
pelas manhãs orvalhadas
eu assistia às colheitas.
 
Minha única tarefa
por ser de todos, caçula
era carregar o almoço
amarrado numa mula.
 
E como se ela quisesse
a minha felicidade
atravessava a pastagem
deixando-me em liberdade.
 
Na mata eu me embrenhava
conversar com os passarinhos
contando a eles o sonho
que eu tinha de ser menino.
 
Inda que eu viva 100 anos
do meu mar criando a lenda
jamais eu me esquecerei
da infância lá na fazenda.

 

Tere Penhabe 
Santos, 24/09/2004

 

 

 

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