Quando eu morrer
não tenham pena
que a pena é leve
e a culpa é grande.

E se um pecado
passar sorrateiro
perto da urna
não deixem que entre.

Poderiam contá-lo
como voto em branco
concretizando
o que eu nunca fiz...

Depois escrevam
na minha lápide
algum dia, de manhã

"Aqui jaz:
Um verso mal feito
que morreu
por não saber rimar.
Que amava o mar
e sabia que o sol
é um travesti,
que à noite ele é luar.
Mas não contou o segredo
por medo..."

E então parem, já deu.
Porque a lápide encheu.

 

Tere Penhabe
18/08/2004_6:50hs

 

Veja a versão em Espanhol
(feita pela queria amiga Rosa Buk)

 

 

 

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