Pai, que se foi com Deus
nem faz tanto tempo assim
muito eu tinha a lhe dizer
se ainda pode, ouça-me.
 
Amar, eu sempre o amei
respeitá-lo eu aprendi
só o que eu não pude, pai
foi cuidá-lo até o fim.
 
A saudade açoita-me a alma
ao me lembrar de você
o tempo é sempre o algoz
de todo o nosso bem querer.
 
Julgo encontrá-lo algum dia
quero que espere por mim
dar-lhe-ei o último abraço
que em tempo eu não consegui.
 
Pai, se é que isso o ajuda
eu oro sempre por você
nesses momentos, é o sorriso
o que eu fico a perceber.
 
Seu sorriso tão bonito
que às vezes não compreendi
vendo na sua alegria
motivos para reprimi-lo.
 
Perdoa pai, se puder
sei que não vai recusar
sei que ainda sou seu anjo
que nunca deixou de amar.
 
Que Deus o mantenha aí
num canto bem aquecido
pois o que o abominava
era ter frio, meu querido.
 
Hoje não tenho suas mãos
a me cobrir nas madrugadas
mas tenho a lembrança boa
que foi por você deixada.
 
Até um dia, Pai! Fica com Deus!
Que Ele, eu sei, o compreende.
Um dia, eu estarei com os dois
e serei feliz... finalmente!

 

Tere Penhabe 
Santos, 01/08/2004_12:31 hs

 

 

 

 

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