|
|
Pai, que se foi com
Deus nem faz tanto tempo assim muito eu tinha a lhe dizer se ainda pode, ouça-me. Amar, eu sempre o amei respeitá-lo eu aprendi só o que eu não pude, pai foi cuidá-lo até o fim. A saudade açoita-me a alma ao me lembrar de você o tempo é sempre o algoz de todo o nosso bem querer. Julgo encontrá-lo algum dia quero que espere por mim dar-lhe-ei o último abraço que em tempo eu não consegui. Pai, se é que isso o ajuda eu oro sempre por você nesses momentos, é o sorriso o que eu fico a perceber. Seu sorriso tão bonito que às vezes não compreendi vendo na sua alegria motivos para reprimi-lo. Perdoa pai, se puder sei que não vai recusar sei que ainda sou seu anjo que nunca deixou de amar. Que Deus o mantenha aí num canto bem aquecido pois o que o abominava era ter frio, meu querido. Hoje não tenho suas mãos a me cobrir nas madrugadas mas tenho a lembrança boa que foi por você deixada. Até um dia, Pai! Fica com Deus! Que Ele, eu sei, o compreende. Um dia, eu estarei com os dois e serei feliz... finalmente!
Tere Penhabe
|