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Os olhos são a porta de entrada nem sempre fiéis ao que vêem a mente é a
megera indomada que distorce, desmente e não crê.
A alma se alia à
verdade ela pousa no verso que teço faço dele o meu
estandarte deturpado por quantos o lêem.
O amor que criei com
desvelo em espelho de fino cristal vira pedra, cascalho e até
gelo quando chega a leitura ao final.
Não é triste saber que
acontece o poeta cria mas não vê crescer a luz que deu ao mundo, o
verso seu dono é quem gostar de o ler.
Santos, 04/09/2004

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