Amo o silêncio
que a tudo me confina
ao sonho, à solidão...

E amo o riso
Que me serve de escudo
Pra não lhe querer mal...

Amo a verdade
com a qual eu me defendo
do mundo e de você...

Amo a certeza
do verbo enganar
ao tentar me convencer...

E amo os defeitos
que se estampam todos nédios
bem juntinhos de você...

E amo a coragem, porquê não?
De intermitentemente confessar:
_ Amo você!

 

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Publicado em 1992,
no livro "Fala Poeta - Coletânea IV",
Antologia Poética,
Faculdade Estadual de Filosofia,
Ciências e Letras de Guarapuava-PR
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