Minha vida é uma rosa.

De muito cedo reconheci

os espinhos.

Que alguém os aparava

para não me ferir.

Um botão quase perfeito

tornei-me um dia

alguém tentou arrancar

sem tato e sem alegria.

Nem todos sabem

ver a beleza da flor

sem desejar apagar

destruir e pisotear.

Sobrevivi, porém fora do jardim

alcei pelos penhascos da vida.

Sem casuísmo

vivi ao lado da Rainha do Abismo

a flor que amei e respeitei

mesmo sem cor ou perfume

ela me indicou o caminho

e eu o segui sozinha.

A bela rosa se abriu um dia

em pétalas de tenacidade

buscou e encontrou, a felicidade.

Não me disseram, porém

que a vida vale um vintém

se o risco for muito grande.

E eu arrisquei

muito mais do que devia

na busca irrefreada

do amor

que finalmente encontrei.

As pétalas vermelhas

da minha vida

foram queimando lentamente

pelo sol do meio-dia

sempre escaldante.

Não me furtei ao brilho do sol

tampouco ao sereno da noite

por mais que fosse um açoite

na minha cor.

Acabei assim, sem a minha cor carmim

guardada como elegia

num livro de poesia...

 

Tere Penhabe                            
Santos, 06/12/2004_17:47 hs

 

 

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