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Minha vida é uma rosa. De muito cedo reconheci os espinhos. Que alguém os aparava para não me ferir. Um botão quase perfeito tornei-me um dia alguém tentou arrancar sem tato e sem alegria. Nem todos sabem ver a beleza da flor sem desejar apagar destruir e pisotear. Sobrevivi, porém fora do jardim alcei pelos penhascos da vida. Sem casuísmo vivi ao lado da Rainha do Abismo a flor que amei e respeitei mesmo sem cor ou perfume ela me indicou o caminho e eu o segui sozinha. A bela rosa se abriu um dia em pétalas de tenacidade buscou e encontrou, a felicidade. Não me disseram, porém que a vida vale um vintém se o risco for muito grande. E eu arrisquei muito mais do que devia na busca irrefreada do amor que finalmente encontrei. As pétalas vermelhas da minha vida foram queimando lentamente pelo sol do meio-dia sempre escaldante. Não me furtei ao brilho do sol tampouco ao sereno da noite por mais que fosse um açoite na minha cor. Acabei assim, sem a minha cor carmim guardada como elegia num livro de poesia...
Tere Penhabe
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