Eu sei que ele é o meu algoz
e no entanto...
não posso abandoná-lo.
Quando nos conhecemos
eu era pouco mais que uma criança
ainda usava tranças
o coração batia descompassado
toda vez que o tinha ao meu lado.
Hoje, todo meu ser se descompassa
tenta afugentar esta ameaça
porém é tarde demais.
Sou sua escrava!
No começo ele era um jogo
sedução e enleio
misturava-se aos meus devaneios
fazendo-me companhia
no lugar de quem partia
no lugar de quem ficava
qualquer desculpa servia
e eu, cada vez mais, me entregava.
O tempo foi passando
sempre para amanhã ficando
esse abandono
que se fazia necessário...
O espelho foi mostrando
os estragos que ele fazia
em meu corpo.
O seu sadismo torpe
não poupa ninguém
e quando eu me afastava
ele parece que ria com desdém
dizendo suavemente:
- Vem cá...vem...
e eu sempre voltava.
A gargalhada ecoava pela vida
no seu jeito imundo de ser
envolvendo-me em correntes.
Ele teve muitos nomes
do primeiro eu não me esqueci
Dominó.
Parecia tão inofensivo...
Hoje, pouco me resta a fazer
a não ser admitir,
com a dignidade que me sobrou:
-Ok! Você venceu, FREE Blue Box.

 

Santos, 21/01/2005_11:23 hs

 

 

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