Quando o dia amanhece
sem ter o sol a brilhar
revestido de saudade
eu sempre fico a lembrar...
Das suas mãos carinhosas
Apertando-me junto ao peito
das palavras corajosas
ensinando-me o que é direito,
sem saber se tinha razão...
Lembro-me do seu sorriso
que me servia de alento
na porta da nossa casa,
ao sair para a escola
enfrentando o frio e o vento.
Lembro-me do horizonte
que apontava esperançosa
empurrando-me docemente
para que eu fosse buscá-lo.
Eu encontrei, mãe...
mas agora é muito tarde
já não posso lhe mostrar.
Esse horizonte brilhante
que a vida me presenteou
tem tudo o que me ensinou.
E quando o dia amanhece
coroado pelo sol
eu vejo nesse horizonte
embaçado, meio longe
o aceno da sua mão
como a dizer: Vá em frente!
Igualzinho aquele dia
que eu nasci e você sorria
dando-me ao mundo, feliz!

 

Tere Penhabe                         
SCRPardo, 01/05/1988         

  

 

Menu de Poesias

Principal

Assinar o Livro de Visitas

 


© Copyright 2004
por Terezinha A. Penhabe®
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.
Não pode ser utilizado sem permissão do autor.
  

 

 

    

Poesias:

   A B C D E F G I J L M N O P Q R S T U V