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Quando o dia amanhece sem ter o sol a brilhar revestido de saudade eu
sempre fico a lembrar... Das suas mãos carinhosas Apertando-me junto ao
peito das palavras corajosas ensinando-me o que é direito, sem saber se
tinha razão... Lembro-me do seu sorriso que me servia de alento na
porta da nossa casa, ao sair para a escola enfrentando o frio e o
vento. Lembro-me do horizonte que apontava esperançosa empurrando-me
docemente para que eu fosse buscá-lo. Eu encontrei, mãe... mas agora é
muito tarde já não posso lhe mostrar. Esse horizonte brilhante que a
vida me presenteou tem tudo o que me ensinou. E quando o dia
amanhece coroado pelo sol eu vejo nesse horizonte embaçado, meio
longe o aceno da sua mão como a dizer: Vá em frente! Igualzinho aquele
dia que eu nasci e você sorria dando-me ao mundo, feliz!
Tere Penhabe SCRPardo,
01/05/1988

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