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O vento parece urrar como leão ferido dentro da noite açoita
violentamente os vidros fechados da janela. Meus olhos estão
hipnotizados saboreiam cada momento dessa selvageria da natureza: uma
tempestade! O pensamento vai longe num outro tempo onde eu e a
chuva deparávamo-nos frente a frente corpo a corpo como num duelo
onde eu sempre venci! Eu a enfrentava como inimiga que
era sussurrava para ela: serás minha amiga um dia mas hoje, preciso
vencer! Ela descia pelo meu rosto misturada com as lágrimas que ninguém
notava molhava minhas roupas castigava meu corpo mas não me
derrubava. Eram tempos cruéis! Hoje consigo desejá-la como dádiva dos
céus vejo-a tocando nas plantas como mãos carinhosas escorrendo nas
calçadas lavando a alma do mundo que se deita solene para
saboreá-la. O meu pensamento deita ao lado do mundo e agradece a
chuva por não me odiar... como eu pensei que odiava.
Santos,
06/09/2004_23:16 hs

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