Eu queria que você voltasse
serenamente o mar sobrevoasse
e minhas mãos alcançassem
teus cabelos em desalinho...

Eu queria que não fosse sonho
essa cavalgada constante
essa sensação inebriante
de ter você entre os braços meus.

Eu queria que você me enxergasse
que nunca mais me ignorasse
fingindo se perder nas brumas
do novo dia que nasce.

Eu queria que um barco o trouxesse
de volta para essa pedra
que ouviu nossas promessas
onde fomos tão felizes.

Eu queria nunca mais acordar
desse sonho de lhe amar
certa de que  verei amanhã
você voltando do mar.

 

                  Itanhaém, 29/10/2003

 

 

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