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Olho para o mar, que ampara o sol como se o tivesse nos braços... uma
gaivota ilustra esse quadro com seu belo vôo de liberdade.
A tristeza
ronda meu pensamento porque a vida não me deixa voar como a gaivota
planando sobre o mar como o mar que segura o sol nos braços.
Ontem a
paz morava aqui, perto de mim eu sonhava todas as manhãs,
sorrindo caminhava pela praia, sem nenhum pedido era feliz, tão feliz, que
um dia senti medo.
E não se deve ter medo, em nenhum momento ele se
apossou da minha vida, alegria e sofrimento hoje tudo que eu sou, tudo que eu
tenho uma prisão sem fim, que me impede os movimentos.
Busco
incessantemente fugir de mim mesma voltar, sem saber exatamente para
onde porque o meu porto, era uma miragem e se foi sei que existe outro,
mesmo que seja longe.
Um dia estarei lá, eu nunca duvidei pode até
demorar, o tempo não existe ele é só uma ilusão que nos comanda sempre mas
sempre se liberta, quem sonha e quer amar!

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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