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Olhando a vida se esvair ele desejou viver mais do que era
possível muito além do seu poder. A doce menina lhe mostrou quão nula é
a imortalidade:
"De que me adianta ter asas se não posso sentir o
vento no meu rosto?"
Entretanto, alguém lhe diz:
"-Sempre haverá
uma primavera e o rio volta ao seu curso quando as geleiras
derretem..."
...então nós podemos tudo graças à grande dádiva do
universo: O livre arbítrio! O amor começa a sua luta precisa unir dois
corações, para que a união se realize é preciso ferir, sangrar deixar
correr a seiva da vida que ele não tinha em suas veias... Enquanto o mundo
leiloa a alma pela imortalidade um, apenas um enuncia
convicto:
"-Eu desistiria da eternidade para tocá-la... Ela é o mais
perto que eu posso chegar do céu."
Amor!.. Amor!... Amor!... Quem
ousa não crer? Quem ousaria dizer que ele não existe? E o anjo se faz
homem alegra-se nas tristezas do homem realiza-se em suas
frustrações na violência que permeia o mundo apenas para
ser amado. O seu amor foi eterno por um dia mas para sempre
imortal dada a intensidade com que existiu. Ao vê-la partir, sem poder
impedir restou apenas a certeza:
"Eu prefiro tê-la tocado uma
vez ter sentido seu cabelo uma vez tê-la beijado uma vez ...do que uma
eternidade sem isso."
Assim é o amor! No mundo dos homens... ou na
Cidade Dos Anjos...
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da
autora:
Poesia
inspirada
no
filme
do
mesmo
tema. -------------------------------------------------------------------------------------

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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