Eu já falei de sonhos, de quimeras
enumerei as ilusões, só as mais belas
falei do sofrimento, das verdades
de toda uma grande ansiedade
que eu sempre tive de um dia ser
o grande amor de alguém!

Mas nem tudo na vida tem sentido
 quando a minha porta entreaberta
ameaça ser fechada pelo vento
 recordo essa queixa sem motivo
com a qual eu fiz minha bandeira
 nunca ter sido amada a vida inteira.

Eu na verdade, só quero fazer versos
porque já tive mil amores e confesso
nenhum jamais me deu o que eu procuro
tampouco o que eu desejo, o que eu espero
algo que enobreça a vida e um dia
seja saudade e não  melancolia.

Eu quero um raio de sol na minha mão
quero a neblina no alto da montanha
quero as estrelas dançando comigo
batendo palmas, recebendo amigos
quero marte rondando no meu céu
eu quero o rio antes dele ser mar.

Quero ainda fazer um poema
para alguém que o frio tirou da minha tela
que sorriu junto comigo a noite inteira
que também acha que a vida é bela.
que não ama os penhascos como eu
mas mesmo assim...  ele não me esqueceu.

 

              Itanhaém, 02/09/2003

 

 

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