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Eu já falei de sonhos, de quimeras enumerei as ilusões, só as mais
belas falei do sofrimento, das verdades de toda uma grande
ansiedade que eu sempre tive de um dia ser o grande amor de
alguém!
Mas nem tudo na vida tem sentido quando a minha porta
entreaberta ameaça ser fechada pelo vento recordo essa queixa sem
motivo com a qual eu fiz minha bandeira nunca ter sido amada a vida
inteira.
Eu na verdade, só quero fazer versos porque já tive mil
amores e confesso nenhum jamais me deu o que eu procuro tampouco o que eu
desejo, o que eu espero algo que enobreça a vida e um dia seja saudade e
não melancolia.
Eu quero um raio de sol na minha mão quero a neblina
no alto da montanha quero as estrelas dançando comigo batendo palmas,
recebendo amigos quero marte rondando no meu céu eu quero o rio antes dele
ser mar.
Quero ainda fazer um poema para alguém que o frio tirou da
minha tela que sorriu junto comigo a noite inteira que também acha que a
vida é bela. que não ama os penhascos como eu mas mesmo assim... ele não
me esqueceu.

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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